O governo do Piauí declarou situação de emergência por seca em mais oito municípios. Com a atualização, o estado soma 126 cidades afetadas pela estiagem. O decreto foi alterado na sexta-feira (7) pelo governador Rafael Fonteles (PT).
A versão anterior, publicada em setembro, já incluía 119 municípios. As cidades incluídas são: Oeiras, Avelino Lopes, Campo Alegre do Piauí, Campo Grande do Piauí, Dirceu Arcoverde, Regeneração, São João da Serra e Wall Ferraz. Demerval Lobão foi retirada da lista, segundo portaria estadual.
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O prazo de validade do decreto continua o mesmo: 180 dias. O governo estadual aponta que várias regiões do Piauí enfrentam “seca grave” e “seca extrema”, especialmente no sudeste e sul do estado. A previsão de chuvas abaixo da média entre setembro e novembro agrava a crise hídrica.
O decreto inicial, publicado em 1º de outubro, já abrangia 119 cidades. Segundo o governo, mais de R$ 350 milhões foram investidos entre 2023 e 2025 na “Operação Água e Vida”, com ações como perfuração de poços, instalação de cisternas e envio de caminhões-pipa.
Um levantamento de julho mostrou que o Piauí lidera o Nordeste em número de cidades em emergência por seca, com quase 130 municípios afetados.
A seca prolongada tem provocado falta de água, principalmente em áreas rurais, além de prejuízos na agricultura familiar e na criação de animais. Em algumas regiões, há risco de colapso hídrico. O governo alerta que poços artesianos já estão esgotados em áreas de solo cristalino.
Quase metade do estado do Piauí está em alerta por causa da seca — Foto: Reprodução
Com o decreto, os municípios podem pedir ajuda aos governos estadual e federal. As ações incluem distribuição de água, kits emergenciais e perfuração de novos poços.
A declaração permite que os municípios recebam recursos e apoio técnico para enfrentar a seca. Eles devem elaborar planos de trabalho e acionar o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD) para obter reconhecimento federal e liberar ações como a Operação Carro-Pipa.
Especialistas alertam que o decreto é apenas uma medida inicial. É preciso manter atenção constante, reforçar programas de segurança hídrica e adaptar ações às mudanças climáticas.
O desafio é garantir que os recursos cheguem às comunidades mais afetadas e que as medidas emergenciais se tornem soluções duradouras.


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