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IBENS enaltece a história e a resistência cultural do bairro Rosário em Oeiras

Evento no Cine Teatro de Oeiras celebra obras literárias e reforça o legado cultural e ancestral do Quilombo Urbano do Rosário.

Foto: reprodução folhadeoeiras

 Foto: reprodução folhadeoeiras

O Cine Teatro de Oeiras foi palco, nesta semana, de uma celebração vibrante da identidade negra e da força cultural do bairro Rosário. O evento, com o tema “Rosário da ‘Doce colina’: resistência e ancestralidade no Quilombo Urbano”, integrou o projeto “De poeta, músico e louco em Oeiras todos têm um pouco”, promovido pelo Instituto Barros de Ensino (IBENS).

A programação destacou a apresentação de duas importantes obras recentes que fortalecem o debate sobre memória, pertencimento e valorização da comunidade rosarense: “Menino do Congo”, da pesquisadora e escritora Márcia Evelin, e “Negras e Negros do Rosário”, dos autores Emanuel Vital e Rogério Newton. As pesquisas, construídas a partir de vivências, registros históricos e relatos comunitários, reforçam o reconhecimento do Rosário como um território de resistência, berço de tradições centenárias que atravessam gerações.

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Durante o evento, personagens retratados nas obras foram homenageados, em um momento de forte emoção e reverência aos guardiões da memória coletiva. O bairro Rosário foi evidenciado por seu vasto legado cultural — dança, religiosidade, turismo, artesanato, música e história — reafirmando-se como um espaço vivo de ancestralidade e luta.

A iniciativa contribui para ampliar o entendimento sobre o Quilombo Urbano do Rosário, valorizando sua importância sociocultural e fortalecendo a identidade local. Com a presença de estudantes, educadores, escritores e membros da comunidade, o encontro reafirmou o compromisso de Oeiras com a preservação de sua história e com o protagonismo das populações negras na construção da cidade.

O evento promovido pelo Instituto Barros de Ensino encerrou com apresentações culturais reforçando que o Rosário segue sendo um símbolo de resistência, orgulho e memória viva.

 

Redação|Folhadeoeiras

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