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Revista ??poca aponta Marcelo e Ciro como favorecidos em esquema de propina

 

A edição desta semana de Época traz uma série de documentos da empresa JBS, obtidos com exclusividade pela publicação, que mostram o que seria a compra de políticos brasileiros, como parte de um esquema vigente desde 2006.

A quantia de propina distribuída pela JBS chegaria a R$ 1,1 bilhão, bem acima dos valores distribuídos pela Odebrecht.

Nas reportagens são citados pelo menos dois parlamentares federais piauienses. O senador Ciro Nogueira (PP) e o deputado federal Marcelo Castro (PMDB).

O primeiro, segundo Época, teria recebido pouco mais de R$ 2,8 milhões em propina no ano de 2014, segundo registros da empresa.

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"Ciro recebeu em dinheiro vivo, retirado da Comercial Carvalho, uma das clientes da empresa de Joesley Batista. O valor entregue a Ciro foi retirado de um caixa formado pela JBS com propina devida ao PT por negócios feitos com o BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social", descreve a revista.

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O senador piauiense teria recebido ainda, como aliado, parte de um caixa do PT. Este caixa, mantido no JP Morgan nos Estados Unidos, cujo saldo teria chegado a US$ 150 milhões, seria alimentado com 4% dos valores recebidos pela empresa dos irmãos Batista. "Era dinheiro sujo devido ao PT pela ajuda dada na expansão da JBS", diz Época.

Desde caixa, diz a reportagem, R$ 40 milhões teriam saído para o Partido Progressista, presidido pelo senador.

- Em destaque o valor de R$ 2,8 milhões que, segundo a revista, foi pago a Ciro Nogueira

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Já Marcelo Castro é citado dentro do esquema de distribuição de propina supostamente liderado pelo ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Segundo Época, o ex-deputado federal - hoje preso - foi apontado como tesoureiro informal do PMDB em 2014. "Cobrava de empresas – como a JBS – e se certificava de que os deputados fiéis fossem devidamente contemplados", explica a revista.

Embarcando no "projeto de poder de Cunha", Joesley Batista, segundo Época, teria topado repassar R$ 30 milhões para o então deputado, que teria entregue boa parte do dinheiro em cash. Uma das determinações de pagamento - ver planilha abaixo - beneficiaria Marcelo Castro, para o qual R$ 1 milhão deveriam ser entregues em dinheiro vivo.

- Foto: Reprodução/Épocaplanilha.jpg

Procurada, a assessoria do senador Ciro Nogueira informou que o senador não se manifestou a cerca da reportagem. O deputado federal Marcelo Castro não atendeu as ligações feitas pelo blog.
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Clique aqui e aqui para ver as matérias no site de Época

Emanuel Vital

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