A rede pública estadual retomou greve há pouco mais de 1 semana, após ser suspensa em 12 de março. Na época, os professores ficaram de braços cruzados por 17 dias e só interromperam o movimento por conta de um acordo feito com o Governo no Tribunal de Justiça.
O problema é que o reajuste dos professores não caiu na folha de pagamento do mês de maio, como previsto e, por isso, eles voltaram a cruzar os braços por tempo indeterminado até que se resolva a questão dos salários.
Enquanto isso, estudantes de vários municípios saíram às ruas em apoio à greve dos professores. Em Luzilândia, distante 240 km de Teresina, dezenas de alunos protestaram por valorização do ensino, o que inclui a categoria profissional, assim como nas cidades de Corrente e Campo Maior.
Na capital, alguns estudantes também participaram dos protestos e lamentaram a situação vivida pela educação no Piauí. Maria Clara, Joyce e Luis Ricardo, do colégio Darcy Araújo, diz que a situação é ruim para todos os envolvidos, mas acredita que a luta é por todo o ensino.
“Para nós a situação é horrível, porque os professores já tem o conhecimento deles. A gente ainda está tentando aprender, então para a gente é pior. Todo mundo paga imposto e não recebe o incentivo de volta. Os professores estão exercendo o direito deles. Eles querem o melhor para todos nós. Essa luta também é nossa por isso, eles querem que a gente se forme, vá para faculdade e aprenda com qualidade”, disse ao OitoMeia.

Alunos de Luzilândia protestam em favor dos professores (Foto: Sinte/Reprodução)
Luis Ricardo lamentou o conteúdo atrasado e teme perder o ano, medo complementado pela amiga, Maria Clara. “A gente está com conteúdo atrasado, não sabe se vai ter férias, se vai ter aula, se vamos ter que perder o ano e fazer no próximo, porque a gente depende deles”, afirmou.
Para eles, outro ponto preocupante é o Enem, que eles deverão fazer no próximo ano. “E mesmo que a gente passe de ano, a gente não aprendeu como os outros e nem absolveu todo o conteúdo. Então vai ser um ano perdido, um ano em vão. Quando formos fazer o Enem, vão ter o pessoal de escola particular que não perdeu aula e vai estar mais preparado que a gente. O Governo não pode culpar os professores e nem a gente, eles. O Governo está no ar condicionado, com nosso dinheiro do bolso e a gente aqui na rua pedindo o que é nosso”, finalizaram à reportagem.
Oitomeia
Emanuel Vital


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