Reunidos em Assembleia realizada na manhã desta sexta-feira, 15, em Oeiras, os trabalhadores da educação estadual do Piauí decidiram apoiar e continuar com a greve geral da categoria que já dura uma semana.
O movimento grevista foi suspenso no dia 12 de março, em reunião com o governo no Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). Na época, ficou acordado que os professores, aposentados e funcionários de escolas receberiam o reajuste em maio, mas o governo descumpriu o acordo judicial. O valor acordado foi de 6,81% integral para professores ativos, aposentados e pensionistas.
O presidente do SINTE, Núcleo Regional de Oeiras, José Augusto Vieira colocou a proposta apresentada pelo Governador Wellington Dias (PT) ao SINTE. “O governo propôs reajuste de 2,95% referente apenas a inflação. A reivindicação dos trabalhadores em educação é que o governo conceda reajuste de 6,81% para todos os trabalhadores em educação linear e extensivo aos aposentados", destacou.

Presidente do Sinte/Oeiras, José Augusto Vieira, afirma continuidade da Greve. Foto: folhadeoeiras
O professor colocou que entorno de 90% das escolas de Oeiras e cidades jurisdicionadas ao Núcleo Sindical estão paradas mostrando que o movimento grevista é forte no interior. Escolas estaduais das cidades de Oeiras, Colônia do Piauí, Santo Inácio do Piauí, Campinas do Piauí e São José do Peixe estão paralisadas totalmente.
Durante a assembleia, os trabalhadores da educação se recusam a voltar a sala de aula antes que o governador Wellington Dias cumpra com o acordo judicial e conceda o aumento de 6,81 para todos os profissionais. A classe considera inaceitável a proposta do governo.

Redação|folhadeoeiras
Emanuel Vital


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