O acolhimento ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), feito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), na noite desta quarta-feira (02), causou grande repercussão entre os deputados federais do Piauí.
Segundo o portal GP1, o deputado Assis Carvalho disse que não é prudente dar luz a um gatuno, que roubou o dinheiro público, ao se referir a Cunha. O petista disse que a manobra do presidente da Câmara já era esperada, haja vista que, essa seria uma forma de tirar o foco das denúncias que pesam contra o peemedebista.
“Isso que aconteceu já era esperado porque é a única maneira que ele encontrou para tirar o foco das denúncias contra ele. Não há embasamento legal para um impeachment. A presidente Dilma não está ligada a nenhum esquema de corrupção, ao contrário do Cunha, que é um ladrão, chantagista, rancoroso, psicopata e flagrado roubando o dinheiro público e depositando no exterior. Como o PT não cedeu as chantagens, ele fez isso”, disparou o parlamentar.
Assis Carvalho admitiu que Dilma Rousseff vem sofrendo com a baixa popularidade, assim como Eduardo Cunha. Contudo, afirmou que existe uma grande diferença entre os dois. “A crise mundial tem influenciado bastante no Brasil, isso tudo tem fomentado a impopularidade da presidente. O Eduardo também passa por isso. Mas, o povo tem que ter a noção de que é um impopular corrupto e uma impopular honesta. Vamos ver quem os brasileiros vão escolher”, ponderou.
Assis Carvalho disse que, devido à má fama de Cunha, os 513 deputados que compõem a Câmara Federal, não acolherão o pedido de impeachment. “Sinceramente, para que o pedido de impeachment seja acolhido será necessário o voto favorável de 342 parlamentares. Mas, com a ausência de caráter e em meio a tantas acusações contra esse psicopata, eu acredito que, hoje, ele não terá o apoio de quase ninguém”, avaliou.
O pedido
O pedido de impeachment foi apresentado pelo fundador do PT, Hélio Bicudo, pelo jurista Miguel Reale Junior, e pela advogada Janaina Paschoal. Cunha acolheu o pedido, no início da noite desta quarta-feira (02), depois de uma reunião em seu gabinete com o ex-deputado Sandro Mabel (PL-GO), e com os deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Jovair Arantes (PTB-GO), Eduardo da Fonte (PP-PE), e Mendonça Filho (DEM).
A decisão do presidente da Câmara Federal ocorreu horas depois que a bancada do Partido dos Trabalhadores decidiu pela continuidade das investigações contra Cunha que corre no Conselho de Ética da Casa.
GP1


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