Passar um dia rouco já é o suficiente para perceber o quanto a voz é importante para o ser humano. Por meio dela, conseguimos comunicar nossos pensamentos e emoções, além de revelarmos muito da nossa personalidade.
No último sábado,15/04, vésperas do dia mundial da voz, o semanal programa de rádio do SINTE-Oeiras, Educação em Pauta, recebeu a fonoaudióloga Camila Dias. Na oportunidade, a profissional ensinou cuidados que profissionais da educação devem ter para conseguir uma boa saúde vocal.
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"Cuidar da voz é uma questão de saúde. Ela precisa estar forte para aguentar as variações do dia a dia. "O ideal é prestar atenção nos sinais que a voz nos dá. Rouquidão frequente, dor, dificuldade ao falar ou viver com a garganta coçando são sinais de que algo vai mal, alerta a especialista.
Para evitar esses incômodos e garantir uma voz saudável, a fonoaudióloga Camila Dias faz alguns aconselhamentos:
Tomar bastante água
E prefira bebidas em temperatura ambiente. A hidratação é a chave para cuidar das pregas vocais. O ideal é ingerir uma média de dois litros de água por dia, ou um copo de água a cada duas horas. "Dessa forma, toda a área das pregas vocais fica mais lubrificada", afirma a fonoaudióloga Camila Dias. Se sua garganta for sensível ou já estiver irritada, também é interessante evitar líquidos muito gelados.
Consumir maçã
A fonoaudióloga explica que a fruta tem ação adstringente, ou seja, "limpa" a garganta, trazendo alívio e bem-estar. Ela alerta que a pera também é um bom alimento nesse processo de higiene vocal.
Evitar café em excesso
De acordo com a profissional, o café também é muito perigoso quando o assunto é saúde vocal. Os responsáveis são o teor de cafeína e a temperatura elevada do café. "Eles desidratam as cordas vocais, assim como o cigarro, e provocam um aumento da acidez no estômago, causando refluxo e ardor na hora de falar", alerta a fonoaudióloga Camila Dias.
Evitar pigarros
"Ao efetuar muitos pigarros com o objetivo de melhorar a secreção presente nas pregas vocais, o efeito é exatamente contrário", adverte a fonoaudióloga. Por isso, para compensar a necessidade de tossir ou pigarrear forte, tente beber água ou deglutir algumas vezes.
Evitar gritos e sussurros
Uma curiosidade citada pela profissional da voz é que usar a voz em tom mais alto ou mais baixo que o habitual necessita um esforço maior, que pode provocar a formação de nódulos. "O calo acontece quando a pessoa força demais a musculatura e produz um choque entre as cordas vocais, devido a essa tensão exagerada”, explicou.
Evitar levantar a voz
Aos profissionais professores que precisam fazer uso diário e constante da voz a sugestão é procurar não gritar, falar muito alto ou cantar durante muito tempo. Alterne períodos de descanso vocal com atividades nas quais você tem que falar muito. "Usar a voz seguidamente durante muito tempo pode levar a uma fadiga muscular", justifica a fonoaudióloga.
Evitar o ar condicionado
Evite ficar muito tempo em ambientes com ar condicionado. Ele compromete a respiração e resseca o aparelho fonador. É preciso fazer um esforço muito maior com as cordas vocais para produzir o mesmo som que seria emitido sem tanta dificuldade em um ambiente livre de ar condicionado.
Cuidados com alimentação
Nada de muitos condimentos na comida. Pimenta e outros temperos, alimentos gordurosos, leites e seus derivados, chocolate, entre outros, se consumidos de forma exagerada podem provocar irritações nas cordas vocais.
Beba álcool com moderação
O álcool também irrita as vias respiratórias e altera a qualidade vocal. Tem gente que diz que a bebida ajuda a "aquecer" a voz. Mas isso não passa de um mito! "O excesso de álcool pode até gerar um efeito agradável de relaxamento, mas também tem o efeito de anestésico. Com as pregas vocais "amortecidas", não conseguimos controlar o esforço que utilizamos ao falar e podemos exagerar, causando um grande desgaste”, explicou Camila Dias.
O programa Educação em Pauta vai ao ar todos os sábados no horário de 7:30h às 8h pela Rádio Vale do Canindé AM-990. O informativo é de responsabilidade do SINTE-OEIRAS que é presidido pelo professor José Augusto Vieira.


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