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Operação Interditados prende dois PMs suspeitos de venderem informações para empresários

Os dois presos entraram recentemente no quadro da PM.

Foto: SSP

 Foto: SSP

Dois policiais militares foram presos na manhã dessa segunda-feira (13) na 19ª fase da Operação Interditados, suspeitos de atuarem na prestação de serviços ilícitos a comerciantes de aparelhos telefônicos. Uma arma ilegal foi encontrada na casa de um dos policiais. Os dois presos entraram recentemente no quadro da PM.

Segundo a Secretaria de Segurança, a operação de hoje foi desencadeada após receber uma denúncia anônima informando que os policiais utilizavam plataformas exclusivas das forças de segurança pública para a consulta de IMEIs, e cobravam indevidamente o valor de R$ 10 por cada consulta.

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O delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, afirmou que essa é a terceira prisão envolvendo um policial militar.  Há algumas semanas foi preso um em Parnaíba, e agora foram feitas mais duas prisões em Teresina, um deles estava em uma residência no bairro Itararé, e o outro estava de serviço.

“Essa investigação foi aberta mais ou menos 30 dias atrás. Inicialmente nós fizemos buscas em face de alguns lojistas para colher a prova de que mostrava que esses dois policiais estavam fazendo a consulta de IMEI, e estavam cobrando para essa consulta. Depois que nós colhemos todas as provas, nós representamos pela prisão preventiva e pela prisão temporária. Um dos PMs foi preso preventivamente porque ele que encabeçava e estava na linha de frente na cobrança. No momento da busca, um dos PMs estava com uma arma sem registro e também está sendo autuado em flagrante pela posse regular de arma de fogo. Já é o terceiro policial que é preso aqui. Tivemos há três semanas a prisão de outro policial na cidade de Parnaíba e a Secretaria de Segurança Pública não vai aceitar esse tipo de situação, esse tipo de conduta que está tipificado no crime de corrupção e também no crime de prevaricação”, explicou.

Entre os “clientes” dos policiais estão dois homens com antecedentes criminais relacionados à receptação qualificada de aparelhos celulares roubados ou furtados. 

“Esses clientes dos policiais eram lojistas que pediam pela consulta e esses policiais cobravam. Então a cobrança era de R$ 10 a R$ 20 e eles faziam diversas consultas por dia. Esse é um sistema que todo servidor tem acesso, é auditável. São policiais recentes e que infelizmente já estavam nessa prática inaceitável”, disse o delegado.

Foto: Adriana Magalhães/Cidadeverde.com

Matheus Zanatta disse eles vão responder por corrupção e prevaricação. "A finalidade do lojista era verificar se havia alguma restrição. Esses PMs estão sendo enquadrados no crime de prevaricação, pois a partir do momento que ele faz uma consulta do IMEI do celular que é roubado ou furtado, e não faz nada, ele responde pela omissão que se caracteriza pela prevaricação. E a corrupção pela cobrança da consulta", informou o delegado.

O secretário Chico Lucas afirmou que esse tipo de atitude por parte dos policiais não será aceita.

“Todas as consultas são feitas dentro de um sistema e a gente audita esse sistema. A gente percebeu que alguns policiais tinham mais consulta que os demais e por conta disso a gente fez a operação. Então as corregedorias, tanto da Polícia Militar como da Polícia Civil, trabalham fortemente. Eu acho que nunca antes tantos policiais civis foram demitidos como nessa nossa gestão, justamente porque a gente tem essa visão de que tem que cortar na carne”, afirmou o secretário Chico Lucas.

Comando da PM se manifesta

O comandante geral da PM, Scheiwann Lopes, lamentou a participação de policiais militares nesse tipo de esquema.

“É uma operação da Polícia Civil com a Polícia Militar, eles foram presos e vão responder por isso. Então nós apoiamos, nós motivamos a nossa tropa, recompensamos os bons policiais, mas lamentavelmente, como em toda profissão existe o desvio de conduta, que nós combatemos com força, com energia e a dureza da lei. A nossa legislação é muito completa, ela é muito forte, muito dura, então irão responder o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa, e o processo vai correr e, ao final, será aplicada a sanção que foi pertinente ao crime que eles cometeram”, destacou.

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