Enquanto várias cidades brasileiras se esforçam realizando projetos nas margens urbanas de seus rios, Oeiras nunca teve um projeto para o Mocha, Pouca Vergonha e Riacho dos Negros. É incrível como as gestões públicas são estéreis. Entra ano e sai ano, alternam-se os grupos político-familiares no poder local e o que se vê é o desprezo puro e simples e a total falta de imaginação e compromisso. Áreas outrora aprazíveis foram transformadas em locais feios e deprimentes, como a galeria do Mocha, entre as pontes Grande e da Várzea. Agora está em curso a expansão do absurdo da ecologia urbana de Oeiras, com o desmatamento das margens do Mocha, próximas ao antigo Poço dos Cavalos e à Rua Pe. Damasceno. O que se projeta é novo esgoto cinza e doentio e as margens desnudas a serem ocupadas por ruas. Simultaneamente, escavam-se os chãos em macrodrenagens, deixando rastros de feiúra, como a área próxima ao Terminal Rodoviário de Oeiras, cheia de barro e lama.
Rogério Newton


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