Por; Rogério Newton
Loteamento no morro situado atrás do Morro do Leme, em Oeiras, é exemplo do descalabro ambiental. Desmatamento insano abriu imensas crateras no morro, por causa da erosão. O terreno acidentado é totalmente impróprio para edificações quanto mais para se formar um bairro.
Loteamentos em geral em Oeiras e este em particular estão chocando o ovo da jibóia. A área não está preparada para receber conjunto de habitações porque não tem infraestrutura adequada para as edificações e para escoamento das águas das chuvas. Os esgotos estão a céu aberto. Não há áreas comuns reservadas para praças, escolas, parques etc. Sem falar no desnivelamento do terreno, nos perigos de desmoronamento e perigos outros derivados da absoluta falta de controle sanitário.
O ovo da jibóia é a imensa quantidade de problemas que reclamarão altos investimentos públicos para remediar a situação que poderia ser evitada agora, mas que existe pela ganância do loteador, a falta de cautela das pessoas que adquirem lotes e a omissão das autoridades responsáveis por evitar o problema.
Ao lado do Morro do Leme foi aberta uma avenida asfaltada, em cujo canteiro central foram plantadas várias árvores, para talvez compensar o desmatamento. Plantar árvores é sempre bom, mas é uma incoerência a prefeitura plantar árvores e permitir que ecossistemas inteiros sejam degradados. Meio ambiente não é uma estufa bem-comportadinha. Árvores não são soldadinhos de chumbo enfileirados.
Os moradores do loteamento situado atrás do Morro do Leme irão pagar (estão pagando) preço alto pela precariedade das moradias e dos perigos e ameaças do caos urbanístico. É melhor prevenir agora do que remediar depois a infinidade de problemas causados pelo loteamento irregular.






Fotos: Leidiane Ferraz


Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.