O prefeito de Paulistana, Osvaldo da Abelha Branca, relatou nesta segunda-feira (31) a situação enfrentada pelas famílias da zona rural do município em consequência da seca. Segundo ele, comunidades dependem de carros-pipa para o abastecimento e produtores rurais enfrentam pelo segundo ano consecutivo perdas provocadas pela irregularidade das chuvas.
As declarações foram dadas após o governo federal reconhecer a situação de emergência em Paulistana por causa da seca. O reconhecimento foi publicado no Diário Oficial da União e permite ao município buscar apoio federal para ações emergenciais.
+SIGA O FOLHADEOEIRAS NO FACEBOOK
+SIGA O FOLHADEOEIRAS NO INSTAGRAM
+SIGA O FOLHADEOEIRAS NO YOUTUBE
Segundo Osvaldo, as chuvas registradas no último período foram irregulares e não garantiram a recuperação das reservas de água em diferentes regiões do município. Algumas localidades conseguiram acumular água, mas a situação foi diferente principalmente na região oeste.
"Nós tivemos um período de inverno com chuvas bastante irregulares. Em algumas localidades houve chuvas que fizeram armazenamento de água, isso muito pouco. Já toda a parte oeste do município de Paulistana, nós não tivemos chuvas para o armazenamento de água", afirmou Osvaldo.
O prefeito citou ainda a situação do Açude Ingazeira. Apesar de ter recebido volume de água durante o período chuvoso, o reservatório não chegou a transbordar. A situação, segundo ele, contribuiu para agravar as dificuldades de abastecimento enfrentadas pelas comunidades rurais.
Dependência de carros-pipa
Osvaldo afirmou que as famílias da zona rural estão dependentes da operação de carros-pipa. Segundo o prefeito, parte das fontes disponíveis nas comunidades possui água salobra e inadequada para o consumo humano.
"Hoje todas as famílias da zona rural do município dependem da operação de carro-pipa, e a água que tem é salobra, imprópria para o consumo humano. De certa forma, muitas famílias na zona rural do município de Paulistana estão prejudicadas", afirmou o prefeito.
Além do abastecimento humano, a seca afeta diretamente a produção rural. De acordo com Osvaldo, Paulistana possui cerca de 4.600 unidades produtivas ligadas à agricultura familiar.
"O município de Paulistana tem 4.600 unidades produtivas no regime de agricultura familiar, pequenos agricultores que têm sua renda da atividade agrícola e pecuária e que vêm, pelo segundo ano consecutivo, com suas atividades comprometidas pelas irregularidades da chuva", afirmou Osvaldo.
Segundo o prefeito, além das perdas na agricultura e na pecuária, produtores enfrentam dificuldades para garantir água tanto para as famílias quanto para os animais.
Foto: Prefeitura de Paulistana/Divulgação

Reconhecimento federal
Osvaldo afirmou que o decreto municipal de emergência foi elaborado para documentar a situação e permitir a busca por recursos e apoio dos governos federal e estadual.
"O decreto de emergência foi feito por nós para que possamos viabilizar também ajuda por parte do governo federal, como também do governo do estado, para a população do município", afirmou.
Segundo o prefeito, a administração municipal reuniu imagens, diagnósticos e informações das comunidades atingidas para comprovar os efeitos da seca. Com o reconhecimento federal, a expectativa é conseguir apoio para ampliar as medidas emergenciais.
"Nós pegamos imagens, diagnósticos, todos os relatos das localidades, da situação das famílias, para que pudesse assim comprovar a necessidade dessa emergência e que possa nos ajudar o município de Paulistana a custear medidas emergenciais e paliativas para essas famílias", afirmou Osvaldo.
Cidadeverde


Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.