O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Oeiras realizou, nesta terça-feira (15), sua primeira reunião, dando início à atuação do colegiado no município. Durante o encontro, foram definidos a diretoria, os suplentes e as seis comissões temáticas que irão tratar de diferentes questões relacionadas à igualdade racial.
Criado para participar da formulação, acompanhar e fiscalizar políticas públicas de promoção da igualdade racial, o conselho também terá entre suas atribuições o enfrentamento ao racismo, à discriminação étnico-racial e à intolerância religiosa, além da valorização da cultura, da memória e dos direitos da população negra, das comunidades quilombolas, dos povos e comunidades tradicionais.
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O Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial está vinculado administrativamente à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, responsável pelo suporte técnico e administrativo ao colegiado.
A diretoria será formada por Lameck Valentim, presidente; Valderlane Mendes, vice-presidente; Raonne Raphael, 1º secretário; Sara Rose, 2ª secretária; João Pedro Barros, 1º tesoureiro; e Gildeon Carvalho, 2º tesoureiro.

Também foram definidos os responsáveis pelas seis comissões temáticas. A Comissão de Educação e Cultura Antirracista terá Valderlane Mendes como presidente e Raonne Raphael como vice. A Comissão de Direitos Humanos e Combate ao Racismo será presidida por João Pedro Barros, com Alisson Mendes na vice-presidência.
Gildeon Carvalho ficará à frente da Comissão de Povos de Terreiro e Religiões de Matriz Africana, tendo Vitor Neto como vice. A Comissão de Monitoramento de Políticas Públicas terá Evaiston Pompeu na presidência e Sara Rose na vice-presidência.
A Comissão de Intolerância Religiosa e Liberdade de Crença será presidida por Raonne Raphael, com Gildeon Carvalho como vice. Já a Comissão de Povos e Comunidades Quilombolas terá Cleiane Queiroz como presidente e Flávio Mendes como vice.
A relação de suplentes é formada por Sânia Mary Mesquita, Karine Fonseca, Evanice Fernandes, Emanuel Vital, Jefferson Gomes e Gilmar Pacheco.
Para o secretário municipal de Cultura e Turismo, Edilberto Vilanova, a criação do conselho estabelece um espaço permanente para que as questões relacionadas à igualdade racial sejam discutidas em Oeiras: “O conselho nasce com uma responsabilidade muito importante, que é criar um espaço permanente para que as questões relacionadas à igualdade racial sejam discutidas em Oeiras. A secretaria vai oferecer o suporte necessário para que esse trabalho aconteça e para que os conselheiros tenham condições de desenvolver suas atividades. É importante que as pessoas possam trazer suas demandas, falar sobre o que vivem e participar da construção das políticas públicas. A partir desse diálogo, podemos pensar em caminhos mais próximos da realidade da nossa população”, afirmou Edilberto.
Eleito presidente do conselho, Lameck Valentim classificou a criação do colegiado como um momento histórico para Oeiras e falou sobre a responsabilidade de assumir a presidência: “Hoje é um dia histórico para Oeiras. A cidade passa a ter um Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, um espaço institucional que representa a população negra e que nasce com a responsabilidade de ouvir suas demandas, discutir seus direitos e acompanhar as políticas públicas voltadas para a igualdade racial. Para mim, assumir a presidência neste momento também tem um significado muito grande. É uma responsabilidade que recebo com respeito e compromisso. Quero trabalhar para que o conselho tenha voz, dialogue com a sociedade e esteja presente nas discussões que dizem respeito à população negra de Oeiras. Temos muito a construir, desde o combate ao racismo e à intolerância religiosa até a valorização da nossa cultura, da nossa história, da memória e das comunidades quilombolas. Este é o começo de um trabalho que precisa ser coletivo, sério e próximo das pessoas”, declarou Lameck.

A primeira reunião marca o início de uma nova estrutura de participação social em Oeiras, com diferentes frentes reunidas em torno de questões que fazem parte da história, da cultura e da realidade da população negra do município.
Fonte: Mural da Vila


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