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Cinco municípios do Piauí são investigados por fraude e desvio de dinheiro público

A operação Déspota serviu para se criar uma metodologia de investigação contra organizações criminosas.

 

O coordenador do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público, promotor de Justiça Rômulo Cordão, afirmou que outros municípios, a exemplo de Redenção do Gurguéia, estão sendo investigados e operações poderão ser deflagradas nas próximas semanas.

 

“O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público existe há apenas quatro anos, e agora obteve resultados positivos com as apurações. A operação Déspota servirá para criamos uma metodologia de investigação contra organizações criminosas, que desviam dinheiro público e fraudam documentos. Com a ação podemos diagnosticar que empresários, gestores e servidores públicos de forma promíscua desviavam o dinheiro público”, afirma.

 

Rômulo Cordão, ainda disse que as investigações iniciaram há aproximadamente sete meses e que atualmente o Ministério Público investiga outras denúncias em outros municípios do Piauí.

 

"Na operação Déspota deflagrada em Redenção de Gurguéia, as apurações iniciaram há cerca de sete meses depois da promotora do município fazer a solicitação dessa investigação. Houve a quebra de sigilo telefônico, fiscal e bancário onde foram constatadas fraudes e demais crimes. Agora seguiremos essa metodologia de investigação para os outros municípios piauienses”, disse Cleandro Moura.

 

A Operação Déspota foi deflagrada na última quinta-feira (14), em Teresina e na região sul do Estado. Equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Ministério Público, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Tribunal de Contas do Estado e Controladoria Geral da União cumpriram 30 ordens judiciais.

 

Entre os presos estão o prefeito de Redenção do Gurguéia, Delano de Oliveira Parente Sousa, que seria o líder da organização criminosa que desvia dinheiro público. Além do prefeito estão detidos o Secretario de Saúde, Julimar Pereira Borges, o Secretário de Infraestrutura e pai do prefeito, Audemes de Sousa Nunes, que indicavam as empresas fantasmas, o ex-presidente da Comissão de Licitação, Romário Alves de Figueiredo, que facilitava os contratos, o vereador Francisco das Chagas Macedo Andrade, Marcílio Brás representante da Agespisa no município e os empresários Luis Nonato e Amilton Lago.

 

Também foram presos os advogados Igor Martins Ferreira de Carvalho e Tiago Rodrigues Nogueira Júnior, que foram presos em Teresina. Os detidos atuavam na fraude de licitações. Também o engenheiro Hildo Martins de Souza Filho foi preso e agia na liberação das obras que seriam superfaturadas.

 

Todos os envolvidos continuam presos, alguns recolhidos na Penitenciária de Bom Jesus, e outros em Teresina.

Emanuel Vital

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