Aconteceu um bate-boca entre o secretário de Administração do Estado do Piauí, Franzé Silva e a professora aposentada, Maria de Lurdes em frente à sede da Associação Piauiense de Municípios (APPM), na manhã desta quarta-feira (28/02), por causa do reajuste salarial dos professores do estado. A aposentada diz que a situação é inaceitável e o secretário rebateu alegando que o Piauí está impossibilitado de dar o vencimento nesse momento.
A discussão começou após o secretário afirmar que o governo tem trabalhado para melhor solucionar o impasse que tem tido com as exigências do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Piauí (Sinte-PI). Nesse momento a aposentada começou a culpar o Estado pela falta de compromisso com a categoria. “Eu já trabalhei no passado. É um direito meu. É um direito de todos”, confrontou a aposentada.
O reajuste apresentado pela categoria foi de 6,85%. Contudo, o Estado ofereceu um aumento no auxílio alimentação e 3,15% de reajuste anual, referente a 2017 para os professores. Essa proposta foi rejeitada pelo sindicato durante uma assembleia realizada na terça-feira (27).
O secretário teve que aumentar o tom de voz para falar explicar à aposentada que o Governo está impossibilitado de dar o aumento por conta dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e que esse conflito só será resolvido se houver uma compreensão por parte dos envolvidos. “A gente tem certeza do compromisso que o governo tem com a Educação. Dentro desse processo que agora existe há a impossibilidade de dar o vencimento. Mas colocamos o compromisso de que o Estado saindo da LRF no mês de abril, em maio será implantado para todos os trabalhadores da educação, os ativos e inativos”, rebateu Franzé.

Secretário de Administração, Franzé Silva rebate acusações de aposentada (Foto: Nataniel Lima/OitoMeia)
Maria de Lourdes reivindicou ainda que o benefício do auxílio alimentação fosse cedido aos profissionais inativos também. “Nós trabalhamos para isso. Só porque sou aposentada não vou ter direito ao que os ativos vão ter? Isso não é legal. Não é justo”, lamentou a aposentada.
Franzé Silva reiterou à Maria de Lourdes o compromisso do Estado para com os professores, mas alegou que o auxílio alimentação não pode ser cedido aos inativos. “É proibido por lei”, garantiu o secretário.
Maria de Lurdes lamentou falta de solução por parte do Estado (Foto: Nataniel Lima/OitoMeia)
Emanuel Vital


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