A equipe de defesa do padre Possidônio Ferreira Barbosa Júnior, de 52 anos, acusado por suposto estupro de vulnerável contra uma menor em Oeiras, se manifestou a cerca do assunto, nesta terça-feira à tarde.
O grupo de defesa composto pelos advogados Fleyman Fontes e Eduardo Rodrigues afirmou que em âmbito judicial o padre é inocente das acusações a ele impostas.
Vazamento do relatório
De acordo com o advogado Fleyman Fontes, o relatório que contém as supostas acusações foi vazado para a imprensa. “Houve o vazamento de um laudo. A responsabilidade é de quem vazou o laudo. Antes mesmo que o delegado fosse informado, o laudo chegou à imprensa. Houve exposição do padre e sobretudo para a criança. As pessoas que divulgaram tem que explicar à população, ao Ministério Público e ao delegado de polícia o por que desse laudo sigiloso ter sido vazado, seja de forma dolosa ou não", disse Fleyman.
Investigação
De acordo com o advogado Eduardo Rodrigues, o delegado Luciano Santana já confirmou ter recebido formalmente o relatório e já iniciou a investigação do caso. "Depois desta tramitação o delegado emite um relatório final, dizendo se indicia ou não o padre pelo suposto crime. Depois encaminhe-se ao Ministério Público e ao juiz da cidade. O Ministério Público emite seu parecer e oferece a denúncia ao Juiz Dr, Rafael Paludo, assim o magistrado recebe ou não a denúncia para a partir daí, em receber aconteceria a ação penal, onde o padre passaria a ser réu dentro de um processo de ação penal", afirmou.
A acusação
Os advogados de defesa asseguram a inocencia do religioso. "Do ponto de vista criminal podemos afirmar que o padre tem uma chance muito grande de ser absolvido. Depois desse relatório ter sido analisado por todo o corpo de advogados do nosso escritório, chegamos a conclusão que a inocência do padre será provada de prova cabal. É um processo que não prospera, do ponto de vista criminal daquilo que está tipificado no código penal brasilero, o padre Possidônio é inocente", explicaram.
O relatório
De acordo com a defesa, o documento tem entre 12 e 15 páginas e destas em torno de quatro por cento referem-se a situações que poderiam macular o padre. "Não estamos questionando o relatório. As pessoas que o fizeram têm toda a capacidade intelectual de terem confeccionado. Não se contesta isso. Porém, nada que está sendo imputado ao padre neste relatório confirma o suposto crime de acordo com o que está tipificado no Código Penal", afirmou Fleyman Fontes.
O padre
Ainda de acordo com a defesa, eles tem mantido conversa com o padre que não está nada tranquilo com a situação. O silêncio dele está de acordo com nossa orientação, pois somente ontem tivemos acesso ao documento. Tão logo for possível, o padre irá se pronunciar.
Papel da imprensa
De acordo com os advogados, a imprensa está cumprindo o seu papel ao informar sobre o caso. Para a defesa do padre, se algum veículo agiu fora da ética profissional ou da lei, este será responsabilizado e responderá pelo dano causado. Segundo os defensores, o que se deve ter é cautela com a informação para que a mesma seja pautada na verdade.
Redação|Folhadeoeiras


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