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Arraiá do Ceti Pedro Sá encanta público ao fazer contraponto à história de Oeiras

O Ceti Pedro Sá mostrou com base em pesquisas, versão histórica da gênese da primeira capital do Piauí pouco conhecida

Quadrilha junina encantou pela bela fantasia, plástica, alegria e cadencia durante a apresentação. Foto: Emanuel Vital

 Quadrilha junina encantou pela bela fantasia, plástica, alegria e cadencia durante a apresentação. Foto: Emanuel Vital

O Centro de Tempo Integral Desembargador Pedro Sá em Oeiras, se apresentou nesta segunda-feira,10, na praça de eventos, espaço Vila da Caatinga no arraiá 2023. A unidade de ensino trouxe como tema, Oeiras: a história que a história não contou.

A escola decidiu mostrar um contraponto ao surgimento da cidade de Oeiras, em detrimento ao modelo replicado secularmente pela historiografia tradicional. O Ceti Pedro Sá mostrou com base em pesquisas de historiadores contemporâneos versão histórica da gênese da primeira capital do Piauí talvez mais próxima da realidade, porem pouco conhecida pela sociedade local.

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Na Vila da Caatinga, índios, negros, vaqueiros, jesuítas, bandeirantes, figuras icônicas, e as cores de Oeiras abrilhantaram a noite de apresentações coreografadas por alunos devidamente orientados pela equipe de professores do Ceti Pedro Sá. Em cada cena de apresentação desse contexto histórico, alegorias e adereços enriqueceram o momento festivo e ajudaram ao entendimento do enredo mostrado.

Arraial indígena

A história mostrada em praça pública pelos estudantes cetianos teve como cenário principal um arraial indígena que de acordo com a pesquisa realiza pelos professores do centro de ensino, foi no século XVII, ocupado e destruído por bandeirantes sesmeiros oriundos de Portugal, financiados pela rica casa da Torre da Bahia. Para os pesquisadores, é a partir da escravização e matança dos nativos que a cidade tem sua gênese e não teria surgido simplesmente a partir de uma fazenda de gado como o texto mais lido conta.

Um arraial indígena deu orígem a cidade de Oeiras. Foto: Emanuel Vital

De acordo com os idealizadores da proposta, a intenção do Projeto Junino do Ceti Pedro Sá, não é desconstruir a história contada, mas levar ao conhecimento da sociedade uma versão da história de Oeiras existente, porem distante da fantasia e do privilégio à figura do homem branco explorador. “Após minuciosa busca, a ideia foi mostrar que índios, negros e vaqueiros tiveram destacado papel no processo de construção do espaço e formação da sociedade oeirense. Tudo isso em detrimento a morte de nativos, escravização de negros e privilégio de exploradores, destaca o professor Emanuel Vital.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário foi edificada no estilo jesuítico, em épocas posteriores a 1711. O local escolhido para edificação foi o largo do Rosário. Na sua concepção, contribuíram padres jesuítas, índios e negros. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário serviu de inspiração para a Matriz da Vitória (1733). Na ‘história não contada’ do Ceti Pedro Sá, jesuítas, índios e negros emocionaram o público ao fazer surgir em praça pública uma maquete gigante do templo religioso dedicado a Nossa Senhora do Rosário.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário é erguida por indios e negros. Foto: Emanuel Vital   

Figuras icônicas de Oeiras

Oeirenses comuns foram reconhecidos na história não contada do Ceti Pedro Sá. Entre as inúmeras figuras que contribuíram para tornar Oeiras conhecida por suas peculiaridades, oito foram escolhidas para serem homenageadas: Balbina Apolinário, Coló, Dona Duca, João Rapadura, Professor Netinho, Seu Hermínio e Xandu. Esse foi um dos momentos altos das apresentações, onde alunos vestidos como os citados personagens arrancaram muitos aplausos do publico presente.

Estudante se veste como João Rapadura. Foto: Emanuel Vital

Filhos de Sá

Intitulada ‘Filhos de Sá’, a quadrilha junina encantou pela bela fantasia, plástica, alegria e cadencia durante a apresentação. O público correspondeu a ousada proposta do ‘Arraiá do Seu Pedro’ (nome popular da festa junina do Pedro Sá) ao lotar a praça de eventos de Oeiras para assistir a verdadeira aula de oeirensidade proporcionada pelo Centro de Educação Integral.

 

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