A corretora de imóveis Geysa Soares, de 35 anos, foi morta a facadas na sexta-feira (3), no bairro Itaquera, Zona Leste de São Paulo. O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, Vinicius Brito, de 31 anos, natural de Juazeiro do Piauí. Ele é considerado foragido.
A origem do suspeito foi confirmada pela Diretoria de Inteligência Estratégica da SSP Piauí.
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Segundo as investigações, Geysa mantinha um relacionamento com o suspeito havia pouco mais de um ano e tentava encerrar a relação. Familiares relataram que Vinicius não aceitava o fim do relacionamento.
A filha da vítima, Nicole Soares, de 18 anos, presenciou o crime dentro da residência onde morava com a mãe. Ela contou que acordou ao ouvir os pedidos de socorro.
"Eu estava no quarto. Só escutei ela pedindo socorro. Entrei no quarto e vi ele em cima dela. Eu estava sem óculos e não tinha percebido a gravidade. Achei que ele estava sufocando ela, porque minha mãe já tinha me contado que ele tinha tentado enforcá-la outra vez", relatou.
Segundo a jovem, durante o ataque, Geysa ainda conseguiu alertá-la sobre o agressor.
"A única força que ela conseguiu foi olhar para mim e falar: 'Nicole, você tinha certeza que ele era um psicopata'. Eu pensava que ele tinha enforcado ela. Levantei o pescoço dela para tentar ajudá-la. Quando deitei ela no chão, vi que tinha sido uma facada. O estômago dela estava aberto", afirmou.
Nicole acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a mãe não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Foto: Reprodução Redes Sociais

Filha relata histórico de violência
Nicole afirmou que já havia alertado a mãe sobre o comportamento de Vinicius e tentado convencê-la a encerrar o relacionamento. Segundo ela, em uma ocasião anterior, encontrou o suspeito agredindo Geysa enquanto ela estava alcoolizada e inconsciente.
"Eu acordei de madrugada e vi ele abusando da minha mãe. Ela caiu, bateu a cabeça. Eu mandei ele embora da minha casa e falei: 'Você não me engana'", contou.
A jovem também afirmou que o suspeito era manipulador, se recusava a deixar a residência e que a mãe vivia um ciclo de violência.
Suspeito segue foragido
Após o crime, Vinicius Brito fugiu e ainda não foi localizado. O caso é investigado pela Polícia Civil de São Paulo, que realiza diligências para localizar e prender o suspeito.
Os investigadores também apuram o histórico de violência no relacionamento, com base nos relatos da filha de que Geysa já havia sido vítima de agressões praticadas pelo companheiro.
Cidadeverde


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